Não sou mais moleca. É, não sou, e a ficha ainda não caiu. Então, por que é que insisto em agir como uma? É por isso que não me levam a sério.
Quem disse que quero mesmo ser levada a sério?
Quem disse que quero mesmo ser levada a sério?
São as dores e as delícias de se ficar mais velha. Ainda não temo as rugas, mas, temo crescer demais (quer dizer, deste meu 1,62m não saio mais!) e me esquecer que ainda sou uma menina no espírito. Isso não quer dizer que eu não queira a maturidade, pelo contrário! Mas é que eu adoro andar descalça, dançar sozinha no meio da sala, patinar de meias, bagunçar com as amigas, risada alta... (quem não gosta, que atire o primeiro mouse!)
É, vinte, quase-vinte e um. Toda hora em que penso em minha nova idade, ela já puxa a idade que ainda nem está perto de chegar. E sabe que você percebe que, quanto mais rápido o tempo passa, mais velho você está ficando. Quando eu era criança, no auge de meus dez anos de idade, achava um ano uma eternidade, queria crescer logo, e pensava: "caramba, já tenho dez anos. Mal posso esperar para fazer quinze."
E eu sei que ainda falta um ano, mas eu não quero fazer 21, também não quero morrer.
Por isso mesmo aderi a campanha da Hebe Camargo e, a partir de agora, todo ano estarei completando a mesma idade. Eu parei nos 20, ela nos 60!.
Por isso mesmo aderi a campanha da Hebe Camargo e, a partir de agora, todo ano estarei completando a mesma idade. Eu parei nos 20, ela nos 60!.
Gostaria mesmo de fugir de reflexões de idade e tempo, sei lá. Mas, quando se está no penultimo ano de idade teen, isso se torna meio inevitável. Enquanto as meninas da minha idade (ou mais novas) fazem o maior esforço para se vestirem de modo a parecerem mais velhas e sensuais, eu continuo usando vestidinhos de boneca, tique-taques, trancinhas no cabelo, canetinhas coloridas, etc. Mas sou menina quando quero, e mulher quando convém.
Vinte, quase-vinte e um. Como diz minha prima: "o motor agora é 2.0". E ainda pedem meu RG toda vez que vou viajar. E ainda me perguntam se tenho quinze anos. E ainda se surpreendem com essa cara de menininha. E não, não me levam a sério. Mas também, não faço muito esforço para me levarem. Basta que eu abra a boca, e já entrego o ouro. Não sou mais uma menininha. Ou sou e não sei. Ou não quero deixar de ser.
Vinte anos... já sou cobrada cobrada a respeito do que quero da vida. "O que você vai ser quando crescer?" É a pergunta da vez. rsrs (sei que já cresci!). E eu respondo: não quero ser porra nenhuma Linguista, Dentista, striper, madame, chefona...rs e feliz. E gente boa também. E uma pessoa muito melhor do que eu sou hoje!
Então tá. Quem sabe alguém se habilita a fazer um bolo ou trazer uma vela para eu assoprar. Tô crescendo, gente, tô crescendo. Aliás, acho que eu cresci e nem percebi.
Deus, brigadão por mais um ano dos cem que eu quero viver, se o Senhor assim permitir... rsrs