segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Preparando-se para um encontro.

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas.

Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar. Pronto, acabou seu último minuto de paz. Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo ‘Vamos jantar amanhã?’. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: "Claro, vamos sim".

Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia. Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos – e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando ‘Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?’

Lei de Murphy. Sempre dá merda. Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no c* bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão e pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino.
OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando a bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de… melhor mudar de assunto.

Dependendo do grau de importância que se dá ao Zé Ruela em questão, pode ser que a mulher queira comprar uma roupa especial para sair com ele. Mais horas do seu dia. Ou ainda uma lingerie especial, dependendo da ocasião. Pronto, mais horas do dia. Se você trabalha, provavelmente vai ter que fazer as unhas na hora do almoço e correr para comprar roupa no final do dia em um shopping.

Parabéns, você conseguiu montar o alicerce básico para sair com alguém. Pode ir para a cama e tentar dormir, se conseguir. Ah sim, você vai dormir, COM FOME. A dieta do queijo continua.

Dia seguinte. É hoje seu grande dia.

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber. Aliás, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: ‘Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens’. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.
E não adianta pedir indicação de roupa para eles, os malditos não dão sequer uma pista! Claro, para eles é muito simples, as Madames só precisam tomar uma chuveirada, vestir uma Camisa Pólo e uma calça e estão prontos, seja para o show de rock, seja para um fondue. Nesse pequeno cérebro do tamanho de um caroço de uva só existem três graduações de roupa: Bermuda + Chinelo, Jeans + Pólo, Calça Social + Camisa Social. Quando você pergunta se tem que ir arrumada é quase certo que Madame abra a boca e diga "sei lá, normal, roupa normal". Eles não sabem que isso não ajuda em nada.

Escolhida a roupa, ai vem o cabelo. Tem que fazer uma lavagem especial, com cremes, etc. E depois ainda vem a chapinha, prancha e/ou secador e maquiagem.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte… PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando ‘EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA’.

Chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.


Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da ligerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável. Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa ‘Eu não vou transar com ele mesmo, que se f… '. Você veste a calcinha. Aí você começa a pensar "E se mesmo sem transar com ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha… Vai que no restaurante tem uma
escada e eu tenho que subir na frente dele… se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo…". Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando. Melhor prevenir. Nessas horas a gente emburrece e acha que qualquer deslize que fizer vai espantar o sujeito de forma irreversível.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável.
FATO:
Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Ex: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um ‘Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção.
Só quero que os homens saibam que é um momento tenso para nós e que ralamos bastante para que tudo dê certo. O ar de tranquilidade que passamos é pura cena. Sejam delicados e compareçam aos encontros que marcarem, ok? E se possível, marquem com antecedência, para a gente ter tempo de fazer nosso ritual preparatório com calma…
Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da p… liga e cancela o encontro?
"Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?". Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido… nunca ousariam remarcar nada. Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, MUITO GRAVE! A GENTE SE MOBILIZA DEMAIS POR CAUSA DELES!

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata ‘HUMMM… ta cheirosa!’ (tecla sap: ‘Passou muito perfume!’). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, acho homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos do pé, devido ao princípio de gangrena em função do sapato MALDITO. Quando ele conta piadas e ri eu penso "É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero’. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa…………………………………… R$150,00
Lingerie…………………………………R$60,00
Sapato…………………………………..R$150,00
Depilação………………………………R$30,00
Mão e pé……………………………….R$15,00
Perfume………………………………..R$90,00


Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$475 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que HOMEM TEM QUE PAGAR A CONTA? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!



By: Ieda Magalhães.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Dia difícil.

 Tanta coisa anda acontecendo que às vezes é difícil escrever sobre o que eu sinto e ainda assim eu consigo (as vezes). Além de tudo que estou passando, dessa fase difícil (que nunca acaba), dessa agonia e todo o meu blá blá bla, eu gosto de viver coisas boas, necessito de risadas, de prazeres, de coisas que me façam sorrir e me façam acreditar que ainda vale a pena continuar por aqui, nesse mundo de louco, de pessoas falsas e traidoras, mas também de entes queridos, amigos verdadeiros, festas e momentos inesquecíveis. Que apesar de termos aqueles choros intermináveis e aqueles dias que nos escondemos entre os lençóis querendo ficar ali por dias e assim não nos deixando ver algum entardecer do sol, mas além de tudo isso a gente cresce, aprende e amadurece. Mas a vida é assim, dias bons outros nem tanto, com verdades e mentiras, com amor e ódio, com alegria e tristeza.





Nota: Eu sei que você não vai ler isso aqui, mas eu preciso escrever já que ainda não posso falar tudo isso na tua cara infeliz. Eu não vou morrer por causa das calunias que você fala de mim e se eu fosse morrer por isso pode ter certeza que seria feito mulher-bomba, mas eu iria me explodir dentro da caverna onde tu mora, sua maldita! Gorda, feia, pirenta e claro INVEJOSA. Para mim você não existe!

É como diz o ditado: " Na boca de quem não presta, quem é bom não vale nada".

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Saudades dos tempos de Escola

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EMAV, Setembro/2007 - Meus melhores/3º médio A.

Ontem, ao passar em frente do meu antigo colégio, olhando os alunos conversando, na hora da saída ao esperar seus pais, senti uma imensa nostalgia, lembrei do meu tempo lá.

Toda minha formação no ensino fundamental, eu estudei no colégio católico da cidade, no entanto, os três breves anos do ensino médio, na EMAV, escola do governo,  certamente uma das melhores fases da minha vida.  Nesse tempo, aprendi muito e formei laços emocionais fortes com os que ali conviviam comigo todos as manhãs, desde funcionários, professores e amigos de sala.


Lembrei-me das preocupações daquela época:  ir bem nas provas, ser a melhor da turma, all star novo, calça de marca, celular do momento, ser popular, ficar aquele menino, uma futilidade da porra. Era só isso e era tudo isso.

Eu tenho muita saudade... Da bagunça no intervalo, do pastelzinho de presunto e queijo da tia da cantina, do friozinho da manhã, de pular o muro da escola para comprar sorvete, da ansiedade de todo começo de ano, das fofocas com as amigas, do fora que eu levei do japônes do 3º ano, dos meninos na educação física e das brincadeiras na sala. Confesso que tenho saudade das aulas também, como as de Literatura da professora Roberta (que mulher incrível), suas aulas eram engraçadas e bem proveitosas. Claro, tiveram aulas que eram bem insuportáveis, das quais não sinto falta nenhuma, como as aulas da desgraçada professora Claudia de matemática, que me deu a minha primeira nota baixa na vida, mas tudo bem, faz parte.  Justamente com esta mesma professora, foi quando eu cometi o erro mais bem organizado - porém mal executado - de minha vida escolar: ao pedir para fazermos um exercício de matemática, a professora saiu para tomar um café e nós aproveitamos a oportunidade (nós sabíamos que a sala do café era distante e que ela demoraria um bom tempo para voltar) para vasculhar os papéis sobre sua mesa até encontrarmos o "caderno do professor". No início tudo ia bem, Bruna, lia em voz alta para a classe e o Jefferssom ficava de vigia no vidro da porta da sala, sendo este o encarregado de avisar como o código: "lá vem o disco voador", quando a professora estivesse voltando. Mas, como “nesta vida o mal feito é descoberto”, o idiota come merda Jeffersson acabou vacilando na função e nós fomos pegos com a mão na massa, ou melhor, no caderno de respostas. A turma inteira foi penalizada. E essa foi a primeira e última vez na vida, que tentei dá uma de esperta, pois minha mãe descobriu e a surra que levei foi igualmente inesquecível.

Durante o ensino médio, sempre fui uma boa aluna, ou pelo menos na maioria das vezes, mas como todo adolescente, passei por fases de revolta, de menina certinha, com lacinho no cabelo cacheado (1º ano), tornei-me "metida a rockeira" maquiagem forte, pulseira de fivela, coturno e cabelo liso pintado de preto azulado (2º ano), sentava lá no fundão da sala, eu e mais três amigos (dois deles faziam o segundo ano pela segunda vez), e bagunçávamos bastante. A diferença é que eu bagunçava na hora certa, e sabia o momento de parar, conseguindo, assim, continuar tirando notas boas, coisa que não acontecia aos outros dois. No terceiro ano, com a pressão do vestibular, voltei a ser a Sara de sempre, estudiosa e discreta.

Lembrando daqueles momentos eu percebi que lá estava vendo pessoas pela última vez. Pessoas que eu gostaria  de acompanhar durante muito tempo. Muitas amizades ficaram, é verdade, mas elas perdem aquele contato diário tão importante dos tempos de colégio. Tudo bem que não é possível ficar na ilusão de que vamos conviver com quem gostamos para sempre, ignorando a correria, a mudança de rumos, de ideias, de cidade. Mas, é ruim constatar isso. E mais triste ter a certeza de que ficaremos cada vez mais distantes.

Ah a escola... foram tempos tão bons, de preocupações minimas. São lembranças preciosas de um tempo que guardo em meu coração. Escrever este texto, foi um ótimo exercício de metalinguagem para a memória e que também me permitiu filosofar um pouco sobre a vida.

EMAV, Setembro/2007 - Bruna, Eu, Sâmea, Mayara, Mayanny e Lilian.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Anti-social, eu sei!

Tem vezes que eu me comporto como uma sujeitinha antipática e nojenta. Minha mãe sempre diz que eu não preciso falar muito, só de olhar as pessoas já sabem que eu não gosto da situação, do lugar ou até mesmo delas. Eu juro que eu tento disfarçar, mas não dá, simplismente porque eu não sei fingir felicidade, simpatia, amizade, alegria, acordo, enfim, não sei fingir porra nenhuma. E sei que isso é um defeito. Uma vez fui obrigada a ir a um aniversário com meus pais e não estava nos meus melhores dias; estava de cara fechada. De repente, vem uma colega da minha mãe e se senta a minha frente e pergunta: ''E ai, cadê o namorado menina? "(a galaseca sabia que eu não tinha namorado). Eu disse:, "Tá na casa do caralho!". Talvez o mais seco da minha vida. Ela ficou desconcertada. Minha mãe se enterrou de vergonha e tentou salvar a situação dizendo que eu estava na TPM. Naquela hora eu percebi que se ela (mamãe) pudesse teria me esbofetiado ali na frente de todos, mas ela não podia, porém, quando chegamos em casa(soc!pum!paf!cataplam... mentira não foi tudo isso, mas doeu!) Já era tarde: a amiga da mamãe não falou mais comigo, mudou até de lugar. Mas naquele momento, desculpem a minha expressão(até parece que eu me importo), eu tava cagando pra ela e não me importei se ela me achou a pessoa mais rude e ignorante do aniversário. Putz! Ela tinha logo que tocar no assunto namorado? Ok, eu entendo, a maioria dos meus parentes distantes e amigos dos meus pais só meu perguntam sobre isso quando me veêm. Ela só teve o azar de me questionar sobre isso num péssimo dia, (os motivos não vêem ao caso) de um ano (2008) igualmente péssimo. Por falar em Simpátia, tenho certeza que tem pessoas que acham que eu me acho a RAINHA DE SABÁ. Desculpem, colegas, mas eu não sou nem me acho. Apenas tenho muita dificuldade de conversar com pessoas que eu não conheço, sei lá, de onde veio isso. Lá na faculdade, tem dias que eu até penso em chegar em algumas pessoas pra conhecer um pouco, mas acho que elas iriam estranhar e pareceria forçado. Além do mais, eu não tenho pressa em conhecer as pessoas, quem sabe daqui a três anos seremos melhores amigos do peito. Ou não. Talvez eu continue sendo aquela que observa tudo e conversa com algumas poucas pessoas. Sinceramente, às vezes eu não ligo muito pra isso. Anti-social, eu sei. Eu me sinto aliviada de alguns me conhecerem como eu realmente sou. Desculpas de novo, mas eu sou tímida, e o pior, não sei fingir nada, nada mesmo.Goste quem quiser gostar, eu sou assim!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Escrevendo eu consigo me sentir "normal"!

Na verdade, é uma coisa involuntária essa história de esconder o que eu sinto, e criar uma máscara que cobre a verdadeira eu. É incrível como isso já se tornou banal, algo que acontece naturalmente. Não deixar transparecer meus pensamentos e ideias para os outros. Pra mim é tão mais fácil camuflar o que eu sinto e vir aqui a transformar em palavras o que é preciso deixar oculto para o mundo. É meio impossível acreditar que existe uma válvula de escape a altura das palavras. Escritas. Pelo menos eu não consigo falar o verdadeiro. Escrevendo eu consigo. Consigo admitir que eu não sou igual. Não que eu seja diferente, mas simplismente nunca consigo me sentir igual. E eu amo essa minha válvula de escape que é esse blog. Qualquer coisa que me estressa, que me anima, que me deixa feliz ou triste, um desabafo e textos subentendidos pra atingir determinadas pessoas, tudo vem pra cá! Escrevendo eu consigo me sentir "normal"!
Afinal, são minhas palavras, só minhas.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Não a quero mais.

As vezes quero tanto uma coisa, que não percebo imediatamente quando não preciso mais dela. E mesmo quando percebo, continuo a querer apenas por querer. Pra sentir que não fui derrotada, e ainda sou capaz de consegui-la. É tudo uma questão de orgulho afinal?
Hoje eu me perguntei isso. Hoje eu parei pra pensar que a felicidade está em coisas simples como chocolate, afinal. E que eu não preciso daquela coisa. Ela está bem onde está, com quem está, e talvez fosse diferente, talvez não seja nem um pouco legal quanto eu imaginava. As coisas são como têm que ser, e hoje eu não só não preciso dessa coisa, como também não a quero mais.

''Coisas pra fazer antes dos 30''

Eu andando por essa internet louca, achei uma comunidade ''Coisas pra fazer antes dos 30'', e, como ninguém é de ferro, me peguei checando a lista, pra ver as coisas que eu já fiz (não levem a mal, mas tem umas coisas bem doidas, que eu talvez não faça nunca, né)
Mas, aqui vai:

beber uma garrafa de tequila (nãooooooo)
encontrar com alguem que conheceu pela internet (dã, já fiz isso!)
fazer uma tatoo (eu vou!)
subir em um palco e dançar loucamente  (subir numa mesa vale? Eu estava bebada)
fugir de casa  (não tô afim de levar uma surra na volta)
matar aula pra ir no buteco (nao foi exatamente um buteco)
agarrar seu amor platonico  (nunca tive isso)
fingir ser estrangeiro e falar um idioma que nao existe (ixe já fiz isso váárias vezes)
ficar com alguem 15 anos mais velho que vc ( Normal. Pai, você não leu isso neh! )
sair de casa na sexta a noite e voltar na segunda de manha (meu sonho)
dormir com a roupa que chegou da balada (inclusive, sem tomar banho)
ir a praia de nudismo ( isso não! aff..)
ficar com seu professor ( pois é neh! ¬¬)
ir pra escola bebada (Deus me livre)
se apaixonar a 1ª vista (piegas, aff...)
usar a melhor roupa pra ir ao mercado (não sou rica porra)
sair com o melhor amigo do seu ex (já fiz isso ¬¬)
pintar o cabelo de uma cor absurda (TENTAR pintar, também conta né? anota aí: vermelho, rosa, loiro.. qualquer cor que minha mãe desaprove)
chorar vendo um desenho (ridiculo isso)
ir na delegacia (nao especificou em que situação. Mas eu já fui lá registrar a perda dos meus documentos hehe)
beber ate ter amnesia alcoolica (creeedo)
aprender a tocar algum instrumento (tentar, serve?)
ter um diário secreto (todo mundo teve, até inventarem o blog)
beijar um passante (Deus que me livre)
ir numa formatura de short e chinelo (não seria eu)
assaltar uma loja (G-zuis, isso nunca)
pegar carona com desconhecido (já peguei caronas com amigos de meu pai que não conheço... isso vale?)



Tá, parei.
Alguém ai já fez quase tudo tbm? ^^

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Eu não sou "normal", às vezes.

Eu converso comigo mesma, me entendo e dou risada sozinha.
Antes de dormir, eu revejo tudo o que fiz no dia, e fico imaginando como será o dia de amanhã.
 Eu escrevo tudo o que eu queria dizer e tento esconder. E no banho, eu canto todas as músicas do mundo fazendo o shampoo de microfone. Eu penso que sou a Beyoncé, as vezes. Afinal, sou uma 'Single Ladie' com muito requebrado rsrsrs.
E quando eu simplesmente deveria manter a minha boca fechada, eu não consigo controlá-la. Às vezes, penso que minha boca tem vida propria, porque é tão dificil, tão dificil mantê-la calada...
Eu sou um fracasso emocional. E isso vai da relação com a família e amigos, até os garotos. E principalmente eles.
Me apego facilmente a coisas que me fazem bem. (E isso vai de filmes, comidas e livros até as pessoas. E principalmente elas).
Alguém me ensina a receita pra ser qualquer coisa? Mais "normal", porfavor.

Português e a Vida!

'' Não diga o verbo na conjugação errada, para não ter de a corrigir. Usa-o apenas quando tiveres certeza do indicativo, para não teres de usar o pretérito num futuro próximo.''

As vezes eu preciso . . .

...Conversar. Sobe o mundo, sociologia, amor, sobre futebol, sobre novela, sobre politica, o que for...
... de Beijos. Na boca. No rosto. No pescoço. Na testa. De amor, de amigo, de respeito, de vontade. .
... de Sorrisos. Animadíssimos. De alegria, de felicidade, de foto. De você.
... de Abraços. Muitos abraços, e só servem se forem apertadíssimos, demoradíssimos, intensos.
...Sair. Pra comer. Pra dançar. Pra passear. Pra não ficar em casa.
...Ficar em casa. Pra ler. Pra usar a internet. Pra dormir. Pra escrever. Pra não sair.
...Sumir. Porque cansa estar sempre aqui.
...Lembrar. Pra sorrir, pra chorar, pra saber, pra viver de novo. pra não esquecer.
...Esquecer. Porque é difícil. Porque é impossível. Porque não deu. Porque dói.


Nota: Primeiro post do ano!