Um dia desses, meu tio chegou aqui em casa contando uma conversa que ele teve que o deixou chocado. Foi assim:
Meu tio estava no seu pequeno comércio quando ouviu um coxixo do lado de fora, curioso foi olhar e viu que eram duas meninas que conversavam sobre homens. Ficou abismado ao ver que mesmo tão novas já conversavam sobre essas coisas, daí, ele perguntou pra uma delas:
- Menina quantos anos tu têm?
Ela respondeu:
- 12!
Ele fez outra pergunta:
- Tu já namora?
E ela respondeu, com um ar irônico:
- Ixe...eu até FODO!
[TENSO]...
Meu Deus...isso é um absurdo gente, onde é que as coisas vão parar desse jeito? É uma vulgaridade sem limites! Cade a inocência da infância? Se é que algum dia existiu!
Com doze anos, eu brincava de Barbie. Com doze anos, eu nem sonhava com beijo na boca. Com doze anos, o cara dos meus sonhos era o pôster do Nick Carter dos Backstreet Boys. Com doze anos, um cara de vinte seria só um cara mais velho qualquer, que não faria meu coração disparar nem com que eu me apaixonasse. Mas os tempos mudam, e eu sei que já tô ficando bem caretinha e antiquada pra esse ritmo louco e que os pré-adolescentes estão adquirindo de beijar-ficar-namorar.
Já dizia o meu avô que "meninas são tão mulheres", por isso que os brasileiros têm se multiplicado.
Nada de mais em namorar um cara bem mais velho; eu até prefiro, porque são mais maduros e tal. O problema não está na diferença de idade, mas na idade prematura do envolvimento. Dificilmente uma garota de doze anos sabe o que quer da vida, e menos ainda a hora de usar a razão quando o namorado de vinte anos forçar a barra. Daí, depois vem dizer que perdeu a infância, a adolescência, e outras "cositas" mais. Tudo porque como diria minha mãe: "trocou o namorado da Barbie por um namorado de verdade. Antes da hora".
Nenhum comentário:
Postar um comentário